Pesquisar este blog

domingo, 2 de abril de 2017

Jargões no mundo corporativo

A redação de Época NEGÓCIOS reuniu uma pequena lista com os jargões mais batidos que já ouvimos no mundo corporativo. Mas queremos a sua contribuição. Qual a pior expressão que você já ouviu em reuniões de trabalho ou no café da empresa?

Schedular: Vem do termo em inglês schedule, que significa agenda. Em bom português, significa agendar um evento, reunião, etc.
Brilho no olho: Geralmente usado para descrever alguém com desempenho acima da média nas corporações, ou um funcionário muito empenhado.
Endereçar: É uma derivação aportuguesada do termo em inglês “to address”, bastante usada em situações nas quais é necessário transmitir uma mensagem.
Brainstorm: Uma técnica que tem por objetivo listar ideias que possam atacar um problema específico, mas que acabou se tornando um sinônimo para “reunião”. Também já ouvimos uma versão em português: “toró de palpites”.
Empowerment: Expressão usada ao delegar uma atividade de certa importância. É quase como dizer “Você pode fazer um pouquinho disto aqui, mas ainda sou eu quem está no comando.” E provavelmente, o “empoderado” não ganhará nem um centavo a mais por isso.
Feedback: Outra ferramenta, bastante utilizada pelo RH, para comunicar um funcionário desde um problema até um elogio. No fim das contas, virou sinônimo de “retorno”.
Quebra de paradigma: Uma das expressões preferidas, usada por 10 entre 10 executivos. De tão batida, acabou perdendo o significado, mas quer dizer alterar velhas práticas ou modelos para obter bons resultados.
Não estamos numa corrida de 100 metros e, sim,  em uma maratona:Expressão muito usada para justificar um resultado negativo e tentar manter a equipe motivada, ainda que o barco esteja afundando.
Toda crise é uma oportunidade: Mais uma frase motivacional que funciona mais como ânimo que como ferramenta para identificar boas práticas de negócios em tempos difíceis.
Do limão vamos fazer uma limonada: Praticamente uma substituta da expressão acima.

Está no nosso DNA: Uma iniciativa tão costumeira, tão amplamente adotada, que estaria incorporada ao modo de atuar da companhia.

Startar: Também usado como "dar o start". Recorrente em frases como "Vamos startar o projeto". É o bom e velho "começar" ou "dar início".

To dos: Basicamente, trata-se da lista de afazeres. Fica ainda pior quando o interlocutor diz: "Fulano, coloque isso na sua lista de to do para fazer". Se alguém traduzisse ficaria assim: "Fulano, coloque isso na sua lista de 'para fazer' para fazer." Desnecessário.

Sinergia: A origem da palavra é poética, já que ela deriva do grego "synergía", uma fusão de "sýn", cooperação, e "érgon", trabalho. Mas é facilmente substituída por trabalho em conjunto.

Briefing: Figurinha fácil nas rodas de profissionais de administração, relações públicas e publicidade, substitui o termo "relatório". Pode ser também uma reunião para passar informações e preparar a equipe. O jargão é tão usado que gerou um filhote, o "de-briefing", o qual, segundo um leitor, é a checagem do briefing.

Bypassar: Vem do termo em inglês "bypass", que significa "passar por cima de" ou "burlar". Usado para amenizar situações de trabalho na qual um colega atravessa alguém - muitas vezes o próprio chefe.

Agregar valor: Esse faz parte da série "Quem nunca?". De tão usado, já ficou batido. Para fugir da expressão, diga que o trabalho, projeto ou ação "não vai dar em nada", em vez de dizer que ele "não agrega valor".

Tropicalizar: Houve uma época em que as estratégias (de negócios, comunicação, marketing etc) saiam da matriz e eram adaptadas por cada filial, conforme o mercado local. No Brasil, talvez por sermos conhecidos como o país dos trópicos, alguém achou bonito falar "tropicalizar". Pronto, pegou.

Expertise: Por que falar "essa é nossa especialidade" se podemos parecer ainda mais "especialistas" e usar o "essa é nossa expertise"?

Attachado: Provavelmente, é herança dos programas de email em inglês, mas muita gente ainda fala "segue o arquivo 'attachado'", em vez de "anexado".

quarta-feira, 15 de março de 2017

Acervo CELPE-BRAS

O acervo de provas e documentos do Celpe-Bras faz parte do projeto de pesquisa ‘Resgatando a história do Exame Celpe-Bras”, coordenado pela Prof. Dra. Juliana Roquele Schoffen na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O projeto tem por objetivo suprir a carência de um banco de dados reunindo documentos públicos, provas aplicadas, estatísticas e estudos já realizados sobre o Exame.
Como sabemos, a Lei de Direito  Fundamental de Acesso à  Informação (LEI Nº 12.527, DE 18 DE NOVEMBRO DE 2011.)  permite tal iniciativa e beneficiará muitos pesquisadores nacionais e internacionais que pouco ou nenhum acesso possuem ao material.
Aos interessados, é necessário apenas acessar o link http://www.ufrgs.br/acervocelpebras

sábado, 6 de agosto de 2016

História da língua no Brasil

No início da colonização portuguesa no Brasil (a partir da descoberta, em 1500), o tupi (mais precisamente, o tupinambá, uma língua do litoral brasileiro da família tupi-guarani) foi usado como língua geral na colônia, ao lado do português, principalmente graças aos padres jesuítas que haviam estudado e difundido a língua. Em 1757, a utilização do tupi foi proibida por uma Provisão Real. Tal medida foi possível porque, a essa altura, o tupi já estava sendo suplantado pelo português, em virtude da chegada de muitos imigrantes da metrópole. Com a expulsão dos jesuítas em 1759, o português fixou-se definitivamente como o idioma do Brasil. Das línguas indígenas, o português herdou palavras ligadas à flora e à fauna (abacaximandiocacajutatupiranha), bem como nomes próprios e geográficos.
Com o fluxo de escravos trazidos da África, a língua falada na colônia recebeu novas contribuições. A influência africana no português do Brasil, que em alguns casos chegou também à Europa, veio principalmente do iorubá, falado pelos negros vindos da Nigéria (vocabulário ligado à religião e à cozinha afrobrasileiras), e do quimbundo angolano (palavras como caçulamoleque e samba).
Um novo afastamento entre o português brasileiro e o europeu aconteceu quando a língua falada no Brasil colonial não acompanhou as mudanças ocorridas no falar português (principalmente por influência francesa) durante o século XVIII, mantendo-se fiel, basicamente, à maneira de pronunciar da época da descoberta. Uma reaproximação ocorreu entre 1808 e 1821, quando a família real portuguesa, em razão da invasão do país pelas tropas de Napoleão Bonaparte, transferiu-se para o Brasil com toda sua corte, ocasionando um reaportuguesamento intenso da língua falada nas grandes cidades.
Após a independência (1822), o português falado no Brasil sofreu influências de imigrantes europeus que se instalaram no centro e sul do país. Isso explica certas modalidades de pronúncia e algumas mudanças superficiais de léxico que existem entre as regiões do Brasil, que variam de acordo com o fluxo migratório que cada uma recebeu.
No século XX, a distância entre as variantes portuguesa e brasileira do português aumentou em razão dos avanços tecnológicos do período: não existindo um procedimento unificado para a incorporação de novos termos à língua, certas palavras passaram a ter formas diferentes nos dois países (comboio e tremautocarro e ônibuspedágio eportagem). Além disso, o individualismo e nacionalismo que caracterizam o movimento romântico do início do século intensificaram o projeto de criação de uma literatura nacional expressa na variedade brasileira da língua portuguesa, argumento retomado pelos modernistas que defendiam, em 1922, a necessidade de romper com os modelos tradicionais portugueses e privilegiar as peculiaridades do falar brasileiro. A abertura conquistada pelos modernistas consagrou literariamente a norma brasileira.

fonte:http://www.linguaportuguesa.ufrn.br/pt_3.3.a.php

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

GUIA DOS ACERVOS E BIBLIOTECAS DIGITAIS

Este é um link para livros virtuais grátis


http://www.bibliotecavirtual.sp.gov.br/temasdiversos-bibliotecaseacervosdigitais.php

Boa leitura!

Adeus ao trema


LUIS FERNANDO VERÍSSIMO - O Estado de S.Paulo

A reforma ortográfica acabou com o trema, e só então me dei conta de que eu nunca o tinha usado. Sempre o ignorei. Os revisores, se quisessem, que acrescentassem os tremas onde cabiam. Por vontade própria, nunca botei olhos de cobra em cima de nenhum "u". E agora que o trema desapareceu oficialmente, fiquei com remorso. Como me penitenciar? Peço só mais uma oportunidade para compensar meu descaso com o trema usando-o num texto. Li que, com a reforma, o trema só continua a ser usado legitimamente em nomes estrangeiro como Müller e Anaïs. Uma história para Müller e Anaïs, portando. Atenção, revisor: mantenha todos os tremas.
666
Uma história com seqüência e conseqüência.
Talvez uma história policial: a dupla Müller e Anaïs atrás de delinqüentes.
Ou uma história de excessos eqüestres levando ao uso freqüente de ungüentos.
Ou uma simples cena doméstica. Müller e Anaïs na cozinha do seu apartamento, eqüidistantes de um pingüim em cima da geladeira. Müller acaba de chegar da rua com um pacote.
- Anaïs, esse pingüim...
- Quequitem?
- Eu não agüento esse pingüim, Anaïs.
- Ele está aí há cinqüenta anos e só agora você nota?
- Cinqüenta anos, Anaïs?
- Está bem, cinco. Um qüinqüênio.
- Um qüinqüênio?
- Um qüinqüênio. E vai ficar aí outro qüinqüênio.
- Não se usa mais pingüim em geladeira, Anaïs. É uma coisa do passado. Como o trema.
- Pois eu gosto e está acabado. O que você trouxe nesse pacote?
- O que mais poderia ser? Lingüiças. As últimas com trema que tinham no super.
Pronto. Acho que estou redimido. Adeus, trema. E desculpe qualquer coisa.


666
Seios
Lembro-me de ter lido, há algum tempo, que um carregamento de seios postiços a caminho da Austrália tinha desaparecido. Não posso descrever minha alegria ao ler a notícia. Abandonei, imediatamente, toda preocupação com desastres naturais e econômicos e me entreguei a especulações sobre o fato insólito, ou, no caso, fofo. A notícia não trazia muitos detalhes. Aparentemente, tinham perdido contato com um navio carregado com 120 mil seios postiços - ou 60 mil pares, não sei. A localização do navio quando desaparecera não era revelada.
Se fosse no Oceano Índico - especulei alegremente -, a explicação podia ser um ataque de piratas da Somália, que teriam ocupado o navio, aberto os seus porões, mergulhado de ponta-cabeça na carga, gritando "Alá seja louvado!" e no momento discutiam o valor do seio postiço no mercado para cobrar o resgate.
O navio poderia ter naufragado, o que imediatamente sugeria a imagem de 120 mil seios boiando no oceano.
- Piloto de avião de busca para base: acho que localizei destroços do naufrágio, boiando sugestivamente na superfície. Câmbio.
Náufrago abandonado na proverbial ilha deserta vê seios e mais seios chegarem à praia. Olha para o céu, abre os braços e grita "Que parte do meu pedido você não entendeu, Senhor?!".
Mas o maior mistério de todos era: o que 120 mil seios postiços iam fazer na Austrália? Neste ponto deixei de me divertir com a notícia. Tive uma visão pungente de 60 mil travestis australianos esperando, inutilmente, no porto.
666
Vício.
 Lendo sobre a ajuda que será dada aos bancos de Chipre para não quebrarem, me lembrei do escândalo que foi quando executivos das três maiores montadoras de carro dos Estados Unidos chegaram a Washington para pedir dinheiro ao governo, cada um no seu jato particular. A desculpa era que teriam ido de carro se seus carros fossem de confiança. Pelo menos as montadoras gastaram bem o presente e hoje estão em boa situação. Muitos dos bancos subsidiados para não falirem na mesma época usaram parte da ajuda para dar as regalias e os milionários abonos de sempre aos seus executivos. O socorro ao capital financeiro mundial lembra aqueles programas adotados em países que, em vez de combater o comércio de drogas, dão dinheiro para o usuário manter seu vício sem precisar recorrer ao crime. As instituições financeiras responsáveis pela crise atual estão sendo pagas com dinheiro público para manter seus maus hábitos. Acho que foi o Paul Krugman quem escreveu, não faz muito, que a única diferença entre o esquema do megavigarista Bernard Madoff e o que, em essência, todo o setor faz foi que o Madoff se autodenunciou. Senão, ele também acabaria recebendo dinheiro para sustentar seu vício.
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,adeus-ao-trema,1015236,0.htm

Tudo que vicia começa com C


Uma crônica de Luis Fernando Veríssimo


Fiquei imaginando tudo isso. Tudo que vicia de verdade começa com C. Fiquei matutando nas coisas que começam com c e que viciam, e viciam muito. O primeiro que me veio a mente foi o cigarro, que começa com C e mais que isso, vicia e mata muitos todos os dias. Depois passei a imaginar outras coisas, por exemplo as drogas ilícitas e pesadas, Crack, Maconha, sim maconha começa com C afinal seu nome científico é Cannabis, Cocaína, e por ai vai. Não letal, mas muito viciante, o gaúcho adora o chimarrão que começa com C, e ainda boa parte deles é viciado em Churrasco. Pepsi não vicia, mas Coca-Cola vicia demais, deve ser porque tem dois C. Tem ainda alguns que são altamente viciados em carros que também inicia com C.
Cerveja é outra que inicia com C e é altamente viciante, e a cachaça então, a caipirinha, o chopp, e quem não adora um Cafezinho. É estou quase convencido, tudo que vicia começa mesmo com C. Tá certo você pode dizer que Sexo não começa com C e vicia, pois bem, o que vicia na verdade não é o sexo em si, pois o sexo nada mais é que a troca de fluídos orgânicos, o que vicia é sensação sexual, ou a atração, que no final tem o nome de Coito, como é conhecido desde o inicio dos tempos, e começa com C.
Sabe eu tenho um vicio, filmes, ou seja Cinema que também começa com C. O amor é um vicio, e um vicio conquistado através do carinho que também começa com C. Futebol é uma coisa que vicia, eu sou um viciado, mas futebol não começa com C, no entanto numa competição que começa com C, o que vale no final é a classificação que também começa com C.
Nos últimos tempos as pessoas estão se viciando em internet, pois bem internet vem pelo computador que começa com C, ou então através do celular que também começa com C, ou por qualquer conexão, que mais uma vez começa com C.
Tem gente que se vicia no poder, este vem através da soberania e o símbolo da soberania, veja só começa com C, é coroa. Sem contar que a gente vicia-se em muitas outras coisas, e um exemplo claro disso são as comidas, por exemplo o Chocolate, que também começa com C.
Estou convencido, tudo que vicia começa com C, eu sou viciado em escrever, mas escrever não começa com C, no entanto, adoro escrever Crônicas e Contos que começam com C.
O mundo está nas mãos do C. Sempre que você quiser lançar alguma coisa para viciar o Consumidor, coloque um nome que comece com C.
O C é a razão do vicio, e ele me da esperança de que um dia teremos um dia melhor afinal, Cultura, Carinho, Contribuição, Colaboração, Clemência (perdão), Crianças, Coletividade, Cooperação, Capacidade, Conversa, tudo começa com C.
O que seria melhor que um mundo viciado em cultura e carinho.
 


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

‘Bibliotecas digitais são tesouros escondidos’, diz biblioteconomista da UniRio


Professor indica uma relação com acervos do mundo inteiro

 Digitalizadas, as bibliotecas no Brasil e no mundo estão deixando os muros físicos para também se hospedarem na internet. Mas isso não significa que elas estão ficando mais acessíveis. Apesar dos milhares de acervos disponíveis on-line, as bibliotecas digitais ainda são consideradas “tesouros escondidos”.
Segundo Moreno Barros, professor de biblioteconomia da UniRio e mestre em ciência da informação, embora o Brasil esteja investindo alto em projetos de digitalizações, esses acervos ainda não estão ao alcance de todos. “Existe uma excessiva preocupação com imagens em alta resolução, por exemplo, um formato que só atende grandes pesquisadores, pessoas que de uma forma ou outra já estariam dispostas a frequentar o acervo localmente. Isso não é algo ruim, mas é fato que o público leigo tem mais facilidade de acesso quando as imagens estão em menor qualidade”.

O processo de digitalização, segundo Barros, implica na necessidade de uma abordagem diferente, com foco em uma escala maior de usuários para “atingir virtualmente uma audiência diferente daquela que já se atinge fisicamente”.

Milhares de pessoas poderiam estar navegando pela Biblioteca Nacional Digital, pelaFrança no Brasil ou pela Brasiliana, algumas das principais bibliotecas digitais do país, que permitem aos usuários acessar de forma virtual e gratuita seus arquivos. “Quase ninguém conhece esses acervos, ou somente uma pequena parcela da comunidade de pesquisa acadêmica”, garante Barros.

Outros bons exemplos de biblioteca digitais seriam a Biblioteca Digital Universidade Gama Filho e a Biblioteca Nacional Digital. A primeira, lançada em 2011 e considerada uma das maiores do Brasil. Seu acervo aberto contém teses e dissertações de quase 1.500 universidades, bibliotecas unificadas de 62 países e artigos de 48 mil revistas científicas disponíveis on-line para qualquer pessoa, gratuitamente. Já a segunda, pertence a Biblioteca Nacional e é tida como uma das precursoras no processo de digitalização de publicações e acesso a obras via internet.

A digitalização de acervos bibliográficos tem sido um método utilizado, principalmente, como forma de preservar os registros históricos, seja de um grande jornal  – como é o caso do Jornal do Brasil, impresso até 2010, e que digitalizou todas as suas publicações; de um periódico local – o centenário jornal Federação, em Itu (SP), que, no ano passado, colocou todo seu acervo na internet –, ou até mesmo a criação de um site para abarcar os cerca 80 mil documentos do cientista Albert Einstein.

Os esconderijos das bibliotecas

Ao pesquisar por uma determinada obra no Google, o sistema de busca tem dificuldade de rastrear as publicações dessas bibliotecas virtuais. Escondidos na internet, os sites das instituições que abrigam grande parte desses acervos virtuais ainda têm navegação precária e softwares não muito amigáveis.

Uma das soluções apontadas por Barros para que usuários encontrem não apenas obras nos acervos digitais, como também nas bibliotecas físicas mais próximas de suas casas, é fazer com que os registros bibliográficos utilizem sistemas de busca mais trabalhados, indexando melhor suas informações na internet.  “Se as bibliotecas abrirem seus dados, o Google vai ranquear não apenas os sites de livrarias famosas, mas vai indicar já na primeira página também as bibliotecas físicas mais próximas as casas dos usuários.”

Segundo levantamento realizado pelo 1º Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais, divulgado em 2010, no país existem em funcionamento, uma média de 2,67 bibliotecas municipais por cada 100 mil habitantes no país. Todas elas poderiam ser mais facilmente encontradas se melhor ranqueadas nos buscadores.

Para isso, o especialista afirma que será necessário, por exemplo, abolir sistemas que dificultem o rastreamento, como é o caso do javascript, uma espécie de página HTML que não possibilita interação dinâmica com o usuário, e funciona como se fosse uma imagem, muito utilizado nos softwares de biblioteca.

Outra alternativa apontada por Barros, que facilitaria a vida do usuário que busca por um ranking de bibliotecas, é a criação da versão brasileira do WorldCat, uma das principais redes de bibliotecas do mundo, que indica ao usuário onde encontrar livros, CDs, vídeos, resumos de artigos e versões digitais de itens raros nas bibliotecas mais próximas de suas casas.

Para conhecer as principais bibliotecas digitais brasileiras e internacionais, veja a lista indicada por Barros. O especialista, inclusive, tem um projeto para ajudar pessoas a redescobrir e reaprender o significado das bibliotecas na era do Google e do iPad. Para começar, ele propõe um encontro para ensinar as pessoas a economizar dinheiro usando essas bibliotecas. A proposta está em busca de financiamento, via crowdfunding, na plataforma no Nós.vc.
fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,bibliotecas-digitais-sao-tesouros-escondidos-diz-biblioteconomista-da-unirio,889430,0.htm

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Aprender idiomas de forma intensiva faz o cérebro crescer, aponta estudo



Após três meses de aulas intensivas, determinadas áreas do órgão aumentaram em intérpretes
profissionais das Forças Armadas da Suécia

Por Ricardo Carvalho


Para medir crescimento de algumas áreas do cérebro, pesquisadores avaliaram estudantes
da Academia de Intérpretes das Forças Armadas da Suécia, que passam por uma rotina
intensa de estudos do árabe, russo e dari.


Um grupo de pesquisadores suecos descobriu que determinadas partes do nosso cérebro crescem quando nos empenhamos em aprender uma língua estrangeira em um curto espaço de tempo. O estudo foi publicado na última edição do jornal NeuroImage
Para chegar à conclusão, os pesquisadores da Universidade de Lund selecionaram 14 estudantes da Academia de Intérpretes das Forças Armadas da Suécia. Esses jovens são submetidos a uma rotina superintensiva para aprenderem, em apenas 13 meses, a falar fluentemente russo, árabe egípcio ou dari (dialeto persa usado no Afeganistão). Nenhum deles tinha qualquer conhecimento prévio da língua estudada e, para dar conta do objetivo, mergulharam numa rotina que envolve aulas diárias de 8 da manhã ao final da tarde. "Os intérpretes da academia estudam numa intensidade incomparável a qualquer outro curso do sistema educacional sueco", escrevem os autores. "A extrema rigidez do curso requer o aprendizado de 300 a 500 novas palavras por semana", disse Johan Mårtensson (leia a entrevista), coordenador da pesquisa, ao site de VEJA. 


Como parâmetro de comparação, a equipe de Mårtensson selecionou 17 alunos de medicina e de ciências da cognição da universidade sueca de Umeå. Eles também convivem com uma pesada rotina universitária, mas sem foco em idiomas estrangeiros. Os dois grupos realizaram exames de ressonância magnética (para mapear o cérebro) antes do início das aulas e após três meses dos seus respectivos cursos. Resultado: algumas regiões do cérebro dos intérpretes cresceram enquanto que, entre os universitários de Umeå, não foi registrada a mesma alteração.


Entrevista de Johan Mårtensson
Pesquisador do Departamento de Psicologia da Universidade de Lund

Qual a principal contribuição do estudo, na sua opinião?
Nós tivemos a oportunidade de medir os efeitos de um processo de aprendizagem, começando do zero, em um ritmo bastante intenso, algo que não tinha sido feito antes. Há um estudo recente que mede os efeitos (no cérebro) do aprendizado de chinês. A diferença entre os dois trabalhos é que nós medimos a massa cinzenta, ou seja, as células do cérebro. A equipe do outro estudo, por outro lado, analisou as conexões entre as diferentes partes da massa cinzenta. As duas pesquisas se complementam.

Qual a relação das áreas do cérebro que apresentaram crescimento e o aprendizado de idiomas?
As diferentes áreas corticais são utilizadas quando produzimos e entendemos linguagem. Elas, por outro lado, se conectam ao hipocampo, que é utilizado quando tentamos aprender novos
vocabulários.

Qual a rotina de estudo do curso de intérpretes profissionais das Forças Armadas da Suécia?
Eles estudam uma língua estrangeira numa intensidade incomparável a qualquer outro curso do sistema educacional sueco. Eles aprendem uma nova língua, começando do zero, em 13 meses. Os idiomas estudados (árabe, russo e dari) são bem diferentes da fala nativa dosestudantes, o sueco. O ritmo intenso de aprendizado requer a aquisição de 300 a 500 novas palavras por semana. As atividades diárias na academia incluem o estudo das línguas intercalado a treinamento militar das 8 horas ao horário de dormir. O grupo de intérpretes é rigorosamente selecionado. Dos centenas de inscritos para o serviço de intérprete, cerca de
30 entram na academia. E todos já sabem duas ou três línguas, além do sueco, quando começam as aulas.


Leia também a reportagem de Veja
Praticar idiomas pode atrasar sintomas do Alzheimer

As áreas que sofreram alterações foram o hipocampo e três partes do córtex cerebral. Em média, o hipocampo dos intérpretes registrou um aumento de 75 milímetros cúbicos em seu volume enquanto que a espessura das três partes do córtex, entre o mesmo grupo, aumentou 0,06 milímetros(também em média). "As diferentes áreas corticais são usadas quando produzimos e entendemos linguagem. Elas,por sua vez, se conectam com o hipocampo, utilizado quando tentamos aprender novos vocabulários", diz Mårtensson.
De acordo com o pesquisador, o estudo conseguiu medir os efeitos que o aprendizado de uma nova língua em um nível intensivo causa no cérebro, "algo que não havia sido feito antes." Segundo o pesquisador, "há muita coisa que sugere que aprender línguas é uma boa forma de deixar o cérebro em forma."

fonte: http://veja.abril.com.br/

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Queridos alunos de sempre.
Hoje, assistindo televisão, vi um programa muito bom que tenho certeza que vai empolgar vocês também, pela riqueza de som e explicação. Aconselho também a vocês que assistam mais vídeos desses especiais.
Mando um beijo a todos e de vez em quando  deem um passeio pelo blog.
Mil beijos
Silvia
http://g1.globo.com/globo-news/globo-news-especial/videos/

sábado, 14 de maio de 2011

Uma história do Barão de Itararé

Um plano genial
Barão de Itararé

Joaquim Rebolão estava desempregado e lutava com grandes dificuldades para se manter. A sua situação ainda mais se agravava pelo fato de ter que dar assistência a um filho, rapaz inexperiente que também estava no desvio.

Joaquim Rebolão, porém, defendia-se como um autêntico leão da Núbia, neste deserto de homens e idéias.

O seu cérebro, torturado pela miséria, era fértil e brilhante, engendrando planos verdadeiramente geniais, graça; aos quais sempre se saía galhardamente das aperturas diárias com que o destino cruel o torturava.

Naquele dia, o seu grude já estava garantido. Recebera convite para um banquete de cerimônia, em homenagem a um alto figurão que estava necessitando de claque. Mas o nosso herói não estava satisfeito, porque não conseguira um convite para o filho.

À hora marcada, porém, Rebolão, acompanhado do rapaz, dirige-se para o salão, onde se celebraria a cerimônia. Antes de penetrar no recinto, diz a seu filho faminto:

— Fica firme aqui na porta um momento, porque preciso dar um jeito a fim de que tu também tomes parte no festim. Já estavam todos os convidados sentados nos respectivos lugares, na grande mesa em forma de ferradura, quando, ao começar o bródio, Rebolão se levanta .e exclama:

— Senhores, em vista da ausência do Sr. Vigário nesta festa, tomo a liberdade de benzer a mesa. Em nome do Padre e do Espírito Santo!

— E o filho? — perguntou-lhe um dos convivas.

— Está na porta — responde prontamente. E, voltando-se para o rapaz, ordena, autoritário e enérgico:

— Entra de uma vez, menino! Não vês que estes senhores te estão chamando?
(1955)

Extraído do livro “Máximas e Mínimas do Barão de Itararé”, Editora Record – Rio de Janeiro, 1985, pág. 40, organização de Afonso Félix de Souza.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Você sabia... qual é a origem e o emprego do pronome você?

“Você” é forma evoluída (transformada) do pronome de tratamento vossa mercê, assim: vossa mercê > vossemecê > vosmecê > você. Textos de 1813 já a registram, sob a forma de vosse.


Na prática, seu emprego é de segunda pessoa, já que é usado com referência à pessoa com quem se fala (teoricamente, tu) e não, à pessoa de quem se fala. Entretanto, em razão da origem, “você” é pronome de tratamento – da mesma forma que vossa excelência, vossa senhoria, vossa majestade, vossa alteza e outros – e como tal é da terceira pessoa do singular (plural: vocês). Por isso, leva o verbo para a terceira pessoa: “Você é meu amigo” e “Vocês podem ir”.


Você é utilizado como sujeito, agente da passiva e adjunto adverbial, como em “Você já disse o que quer”, “Cátia foi nomeada por você” e “Quero ir com você”. No padrão coloquial, também aparece como predicativo, especialmente no plural: “Este livro é de vocês?”. Esse pronome funciona também como objeto, mesmo na língua culta: “Quero você para mim” e “Não darei a você esse gostinho”.
Você é largamente empregado na maior parte do território brasileiro, com exceção do Sul e de algumas áreas do Norte e Nordeste – em que se usa tu –, para expressar intimidade, para indicar relação de igual para igual ou relação superior/subordinado e mais velho/mais jovem. Em Portugal, ele também existe, mas é sobrepujado em uso por tu.

Resta uma questão: por que os pronomes de tratamento são de terceira pessoa, uma vez que se referem à pessoa com quem se fala (segunda)?

Tal fato tem explicação histórica: no passado, não era considerado apropriado alguém se dirigir diretamente a autoridade ou a pessoa de classe social superior usando pronome de segunda pessoa (tu, vós). Os costumes requeriam o emprego de formas indiretas, pelas quais se fazia referência aos atributos do interlocutor. 
Daí os pronomes Vossa Excelência, Vossa Majestade, Vossa Reverendíssima e outros serem de terceira pessoa (forma indireta) e para ela levarem o verbo, pronomes oblíquos e possessivos. Como exemplos atuais dessa comunicação indireta, temos: “Meu pai gostaria de levar-me ao shopping?” (em vez de “Pai, quer me levar ao shopping?”) e “A filhinha agora vai tomar sopinha” (em lugar de “Filhinha, agora você vai tomar sopinha”).

sábado, 26 de março de 2011

Site anuncia descoberta da receita de Coca-Cola

"Não sei se isso é verdadeiro ou não mas o importante é o vocabuláro de unidades de medidas. Boa leitura! 
Silvia"

Os ingredientes da bebida mais famosa do mundo parecem não ser mais um "segredo de Estado". De acordo com publicação do site "The Telegraph", a receita, criada em 1889 pelo farmacêutico John Pemberton, leva 16 ingredientes agora revelados pelo programa de rádio norte-americano "This American Life".
A descoberta teria surgido com a afirmação do programa de que havia descoberto uma lista em uma fotografia de um artigo de jornal que dá os ingredientes e quantidades exatas para fazer a bebida.

Segundo o "Telegraph", a receita da Coca-cola, criada em 1889, leva 16 ingredientes
Na edição do "Atlanta Journal-Constitution", de 8 de fevereiro de 1979, há uma imagem de alguém segurando um livro aberto com a receita exata de Pemberton.
Nenhuma publicação foi categórica em afirmar a autenticidade do achado histórico, mas a receita supostamente contém as medidas exatas de todos os óleos e ingredientes necessários para colocar um fim ao maior segredo da marca Coca-Cola.


A RECEITA SECRETA
3 dracmas de extrato fluido de coca
3 onças de ácido cítrico
1 onça de cafeína
30 açúcar ( mas não está claro a partir das marcações que quantidade é necessária)
2,5 galões de água
2 1/4 pints de de suco de limão
1 onça de baunilha
1,5 onças de Caramelo
7 vezes de sabor (use 2 onças de sabor para cada 5 galões de xarope)
8 onças de álcool
20 gotas de óleo de laranja
30 gostas de óleo de limão
10 gotas de óleo de noz-moscada
5 gotas de coentro
10 gotas de neroli
10 gotas de canela

MEDIDAS
As unidades seguem a métrica norte-americana. Veja os valores da métrica brasileira equivalente abaixo:

Onça fluída, líquida = 28,4123 ml
Galão = 3,785 litros
Dracma = 3,552 mililitro
Pint =0,568 litro


fonte: Folha de São Paulo

sexta-feira, 25 de março de 2011

faxina geral em parque nuclear

Exame
  • Europa
  •  
  • 25/03/2011 16:27

UE se prepara para faxina geral em parque nuclear

Europeus concordaram que usinas nucleares que não passarem nos testes de segurança serão fechadas

Christian Spillmann
Bruxelas - A União Europeia se prepara para realizar uma grande limpeza em seu parque de usinas nucleares, com testes de segurança para eliminar, se necessário, as instalações mais vulneráveis, a fim de limitar os riscos de um acidente como o ocorrido no Japão.
"Se uma usina (francesa) não passar nesses testes, ela será fechada", garantiu o chefe de Estado francês Nicolas Sarkozy nesta sexta-feira, ao final de uma cúpula europeia em Bruxelas.
Um grande compromisso, já que a França opera 58 dos 143 reatores em atividade em 14 dos 27 países membros da UE.
Além disso, 34 destas instalações possuem mais de 30 anos, como a usina de Fessenheim, perto de Mulhouse (leste), situada em uma zona sísmica e cujo fechamento é reivindicado há anos por ambientalistas.
A chanceler alemã Angela Merkel e o chefe do governo espanhol José Luis Zapatero concordam.
"Nós não podemos fingir que nada aconteceu" no Japão, destacou Merkel. A alemã já decidiu suspender por três meses o funcionamento de sete de 17 reatores do país.
"Se uma usina não passar no teste e ficar evidente que não podemos fazer nada, é lógico que ela será fechada", explicou Zapatero. A Espanha tem seis usinas e nove reatores.
Especialistas atômicos da Comissão Europeia e do Grupo de Reguladores Europeus ENSRG, uma instância independente criada em 2007, vão se reunir a partir de segunda-feira para definir as normas e suas modalidades.
As primeiras propostas são esperadas para abril e um catálogo de critérios de segurança deve ser elaborado para os meses de junho, informou a Comissão.
"Queremos as normas de seguranças mais elevadas possíveis", insistiu o presidente da UE, Herman van Rompuy. O comissário de Energia Gunther Oettinger se disse convencido de que "vários reatores não satisfariam essas altas normas de segurança".
Mas quem realizará os testes e decidirá sobre a eliminação de uma usina? A questão não foi resolvida, reconheceu o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso.
Os desafios são grandes. Há 24 projetos de reatores encaminhados na UE, desses, seis já estão em construção: dois na Bulgária, um na Finlândia, outro na França e os últimos dois na Eslováquia.
A França espera continuar a vender sua tecnologia nuclear e implementar os novos critérios de segurança para exportar.
Mas o acidente na usina de Fukushima no Japão jogou um balde de água fria na energia atômica e reavivou temores.
Merkel afirmou que queria ver a Alemanha livre da energia nuclear o mais rápido possível e a Itália iniciou um ano de reflexão para decidir se irá voltar ou não à atividade, abandonada em 1987 após um referendo.
O fim da energia nuclear não é para amanhã: "Cerca de 30% da eletricidade da Europa é proveniente de usinas nucleares e a energia vai continuar uma fonte de curto prazo, e também médio e longo", defendeu Gunther Oettinger.
Ainda traumatizada pela catástrofe de Chernobyl de 1986 na Ucrânia, a UE quer também obrigar seus vizinhos a serem transparentes.
"Nós devemos assegurar que todos na Europa" aceitam as normas estritas, afirmou Oettinger, e isso inclui os vizinhos Suíça, Rússia, Ucrânia, Belarus e até mesmo a Turquia, onde três projetos estão saindo do papel.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Os problemas de escrita nas empresas que podem tornar a comunicação profissional um inferno

A comunicação é um ato diário e constante, que faz a diferença entre o sucesso e o fracasso de relações profissionais, pessoais e familiares. No entanto, muitas pessoas preferem transferir o problema ao leitor ou interlocutor, afirmando que ele não é capaz de entender a sua mensagem. Nunca param para analisar que a limitação pode estar na maneira como se expressam.
Para eliminar essa barreira comportamental rumo ao sucesso na comunicação, temos de deixar de lado a postura egoísta que registramos na infância. Ainda bebês, mesmo com muita dificuldade, limitações e erros, nossos pais e familiares conseguem nos entender, passando a falsa imagem de que é fácil sermos entendidos e não há necessidade de nos esforçarmos.
No mundo corporativo, há anos já não existe mais a figura da secretária de departamento responsável pela elaboração e revisão de comunicados, apresentações e relatórios. Na era do conhecimento e da internet, em que qualquer funcionário escreve e-mails para toda a empresa, fornecedores e clientes, e não raro escreve em nome da empresa, a exigência da comunicação eficiente em português tornou-se fundamental.
O e-mail se consolidou como uma ferramenta de comunicação corporativa, mas também é um documento que, na maioria das empresas, ficará arquivado por muito tempo, um registro de erros. Por isso, é preciso que as pessoas dediquem uma especial atenção a essa modalidade de interação. 

Domínio

Por isso, a segunda e a mais importante barreira é o bom domínio do português,
 
que envolve:

VOCABULÁRIO - Pesquisas, como a realizada pela Johnson O'Connor Research Foundation, Paul Nation e Harvard Business School, revelam que a ascensão profissional nos Estados Unidos está diretamente ligada à quantidade de vocabulário que o profissional domina.

A quantidade mostra-se uma qualidade: quanto mais palavras houver em seu repertório, mais apto o profissional estará para desempenhar um cargo hierarquicamente superior, uma vez que sua comunicação será mais segura e desenvolta. Uma das principais competências de quem exerce posição de liderança é uma ótima comunicação.

GRAMÁTICA - É o meio pelo qual estruturamos nossos pensamentos. É o conjunto de regras que permite a relação harmônica e coerente entre as palavras.

ORTOGRAFIA - Mesmo com o corretor ortográfico, há erros que não são detectados. Não confie cegamente em corretores eletrônicos. A ortografia é um dos componentes mais desafiadores da comunicação escrita em português.

PONTUAÇÃO - Responsável pela clareza dos textos. Se não for utilizada corretamente, haverá, fatalmente, problemas de compreensão.

ACENTUAÇÃO - Erros também podem ser detectados pelo corretor, mas, além de ele não ser totalmente confiável, é necessário ter uma versão atualizada, por conta das novas regras da reforma ortográfica. Muitas delas são relacionadas a regras de acentuação.
Os erros de linguagem se enquadram em duas esferas: forma e conteúdo. O conteúdo abrange questões de qualidade do texto, como a escolha das palavras (que devem ser adequadas ao público e ao objetivo do texto), coerência, coesão, clareza e objetividade. Já a forma diz respeito à ortografia e a uma pontuação que facilite a leitura e o entendimento do texto, ou seja, que facilite a comunicação.

Tom
Na comunicação escrita, as pessoas que leem a mensagem poderão dar a entonação que quiserem. Tudo dependerá de seu humor no momento da leitura e também do relacionamento que se tem com o responsável pela redação do texto. Como não há um contato visual, não há como explicar uma frase ambígua, esclarecer dúvidas.
A imprecisão de mensagens pode gerar retrabalho, uma vez que serão necessárias várias trocas de e-mails para buscar esclarecimentos, o que pode afetar a produtividade. Sem falar em questões maiores, como prejuízos sérios para a imagem das marcas.

Mudança
As empresas estão, cada vez mais, buscando aperfeiçoar e integrar suas equipes através de treinamentos. Porém, os profissionais precisam atentar para o fato de que são eles os responsáveis por seu aprimoramento e empregabilidade.
 .
A língua é viva e está em constante mudança. Estudar português é um eterno desafio. Metade das suas chances de conseguir uma promoção ou de ser o escolhido em um processo seletivo está concentrada nas habilidades comunicativas que você possui, daí a importância de desenvolvê-las.


Planeje o que vai escrever
  • Planeje antes de sair escrevendo. A construção dos pensamentos se dá de forma inconsciente, involuntária e muito rápida. 
  • Mais importante que ser objetivo é ter objetivos. Toda reunião, apresentação, comunicado, e-mail, enfim, toda comunicação em um ambiente profissional deve ter objetivos claros a serem expressos. Para isso, é fundamental planejar cada situação, pensando quais são os pontos que devem ser essencialmente comunicados, qual é a melhor maneira de apresentá-los, quais argumentos os justificam, qual o conhecimento dos envolvidos sobre o assunto, que nível de formalidade usar. 
  • Por exemplo, uma apresentação sobre um produto deve ser  moldada de acordo com seus ouvintes: deve ser de um modo quando feita para vendedores, e de outro, quando feita para uma equipe de técnicos. Cada grupo tem seu interesse e seu foco em um assunto. Isso deve ser considerado sempre.

    Economia expressiva
  • Use frases e parágrafos curtos. O número de mensagens que recebemos por dia é elevado e, se as suas mensagens são longas, a chance de que elas sejam lidas na íntegra é mínima. Outra técnica que facilita a leitura é transformar parte do texto em itens. 
  • Evite o uso de abreviações e muitos estrangeirismos. 
  • Evite palavras de difícil compreensão ou pouco utilizadas. Cuidado para não passar o ar de soberba. 
  • Seja direto, claro e simples e mantenha o foco no tema proposto. Não descreva todo um cenário para só no final da mensagem dizer o que é mais relevante.

    Para não repetir palavras
  • Revise seus textos: quando a comunicação é por escrito, seja em e-mails ou em memorandos, é preciso considerar que a linguagem escrita é bem diferente da linguagem oral. Nós não escrevemos como falamos em textos corporativos. A linguagem precisa ser mais clara e correta, pois não permite correções no momento da leitura, como ocorre com a fala. Tendo isso em mente, é fundamental ler e reler seus textos antes de enviá-los. A revisão atenta de um texto elimina grande parte dos problemas de concordância e de dupla interpretação. Cuidado também com os erros de digitação. Pense em que imagem você está passando como profissional.
Intensifique a leitura

Volte a estudar. Há muitos cursos de reciclagem em português, que focam em aprimoramento em comunicação oral e escrita. Não são cursos que se preocupam em revisar regras, mas melhorar a qualidade da comunicação através da prática.
A solução para um domínio amplo de vocabulário está na leitura. Quer crescer profissionalmente? Então, leia revistas, jornais, livros de ficção, não-ficção, como as biografias. Leia textos técnicos de sua área, mas grandes clássicos também.
 
Uma dica: se você acredita que falta tempo para a leitura, carregue sempre um livro. Haverá, com certeza, uma oportunidade no ônibus, no trânsito, na sala de espera do médico ou até mesmo naqueles minutinhos após o almoço. A leitura proporciona a aquisição de conhecimentos variados, economiza tempo em relação às técnicas de aprendizagem consciente da língua e acelera o conteúdo visto em cursos. 
Duas dicas para melhorar sua leitura:
1. Ao encontrar alguma palavra desconhecida ou que esteja sendo empregada com uso diferente daquele com o qual você está acostumado, quando der, vá até o dicionário mais próximo e sane suas dúvidas. 

2. Arrisque-se, escrevendo algumas frases simples com a utilização dessa nova palavra ou de seu significado. Quanto mais você a utilizar, mais chances terá de que ela faça, definitivamente, parte de seu vocabulário.

Conjugação de irregulares e subjuntivo

Há verbos a que é preciso ficar atento, como: por, compor, propor, poder, trazer, fazer, dizer, querer, ver, vir, ir, ter, manter, conter.

Equivocado
Se eu o ver, darei o recado.
Se ele manter o acordo, teremos ótimos resultados.
Quando eles proporem o valor, nós decidiremos se compraremos o equipamento.

Correto
Se o vir, darei o recado
Se ele mantiver o acordo, teremos ótimos resultados.
Quando eles propuserem o valor, nós decidiremos se compraremos o equipamento.

Concordância complexa

Há dificuldade quando se concorda o sujeito com o verbo em frases invertidas ou em que o sujeito fica distante do verbo

Equivocado
Aconteceu muitos casos de reclamação de clientes.
Segue os documentos necessários para o cadastro.
Os produtos da empresa não contém prazo de validade.
Foi feito várias propostas.
Ocorreu nos meses de agosto e setembro sérias crises econômicas.
 
Vai aparecer mais candidatos à vaga.
Fica estabelecido as seguintes alterações.

Correto
Aconteceram muitos casos de reclamação de clientes.
Seguem os documentos necessários para o cadastro.
Os produtos da empresa não contêm prazo de validade.
Foram feitas várias propostas.
Ocorreram nos meses de agosto e setembro sérias crises econômicas.
 
Vão aparecer mais candidatos à vaga.
Ficam estabelecidas as seguintes alterações.

Repetição de palavras, falta de clareza

Quando a pessoa tem um vocabulário limitado, tenderá a repetir palavras; por isso, é importante reler o que se escreve e trocar o termo por sinônimos.

Tropeços de pontuação
Há alguns erros que são mais graves e exigem cuidado redobrado

Problema
separar o sujeito do verbo com vírgula
Separar o verbo dos objetos direto e indireto com vírgula
Frases longas e com pouca pontuação

Exemplo com equívoco
foram apresentadas na última reunião, duas soluções para este problema.
Nós obedecemos incondicionalmente, ao código de conduta da empresa.
A timidez ao falar inglês é caracterizada por um bloqueio que impede que informações sejam expressas principalmente em um grupo de pessoas ou de estudos, ela funciona como um sinal de autocrítica elevada que atua como um filtro capaz de avaliar se nossas atitudes estão de acordo com nossos valores. É preciso deixar claro que não há problema algum em ser introvertido! O problema da timidez só existe quando passa a ser um fator limitante de sua comunicação pessoal ou corporativa.

Correção
"Foram apresentadas, na última reunião, duas soluções para este problema". Ou: "Foram apresentadas na última reunião duas soluções para este problema."

"Nós obedecemos, incondicionalmente, ao código de conduta da empresa." Ou: "Nós obedecemos incondicionalmente ao código de conduta da empresa."

A timidez ao falar inglês é caracterizada por um bloqueio que impede que informações sejam expressas, principalmente em um grupo de pessoas ou de estudos. Ela funciona como um sinal de autocrítica elevada, que atua como um filtro, capaz de avaliar se nossas atitudes estão de acordo com nossos valores. É preciso deixar claro que não há problema algum em ser introvertido!
 
O problema da timidez só existe quando passa a ser um fator limitante de sua comunicação pessoal ou corporativa.

Adaptação do texto escrito por :  Lígia Velozo Crispino Professora de português e uma das proprietárias da Companhia de Idiomas, empresa especializada em tradução, consultoria e ensino de idiomas em São Paulo